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Paratextos de Lope de Vega · Paratextos

“A Duarte de Alburquerque Coelho, capitão e governador de Pernambuco, na Nova Lusitania”

Autor del texto editado
Pereira, Manoel
Título de la obra
Segunda parte de las comedias de Lope de Vega Carpio.
Autor de la obra
Vega, Lope de (1562-1635)
Edición
Lisboa: Pedro Crasbeeck/Manoel Pereira, 1612
Paginación
f. ¶3r.- ¶3v.
Más información
Relación de todos los textos preliminares y otros paratextos que se encuentran en el texto que se transcribe (título, autor que firma, lugar y fecha de firma):
* [1] ¶2r. “Approvaçam”, Vicente Pereira, Lisboa, 25 de enero de 1612.
* [2] ¶2r. “Licença da Santa Inquisiçam”, Cristóvão da Fonseca, Bartolomeu da Fonseca, Rui Pires da Veiga y António Dias Cardoso, Lisboa, 27 de enero de 1612.
* [3] ¶2r. “Licença do Ordinario”, Saraiva, 27 de enero de 1612.
* [4] ¶2r.- ¶2v. “Licença da mesa do Paço”, Fernão de Magalhães y Luis Machado de Gouvea Barbosa, Lisboa, 30 de enero de 1612.
* [5] ¶3r.- ¶3v. [Dedicatoria] “A Duarte de Alburquerque Coelho, capitão e governador de Pernambuco, na Nova Lusitania”, Manoel Pereira, Lisboa, 20 de julio de 1612.
* [6] ¶4r.- ¶4v. [Prólogo] “Ao lector”.
* [7] 342v. Colofón.
Fuentes
Transcripción realizada sobre la edición: Lope de Vega, Comedias. Parte II, coord. Silvia Iriso, Lleida, Milenio, 1998, pág. 60-61.
Biblioteca Municipal Histórica de Madrid L8 (texto completo)
Información técnica
Encoding: Elena Cano Turrión
Ángel Luis Castellano Quesada: Transcriptor
Editor: Ignacio García Aguilar
Edición preparada para los Proyectos I+D “PRÁCTICAS EDITORIALES Y SOCIABILIDAD LITERARIA EN TORNO A LOPE DE VEGA” (PRESOLO) 1262510-F y “BIOGRAFÍAS Y POLÉMICAS: HACIA LA INSTITUCIONALIZACIÓN DE LA LITERATURA Y EL AUTOR” (SILEM II) RTI2018-095664-B-C21 y C22 http://www.uco.es/investigacion/proyectos/silem/index.php
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Córdoba, 16 enero 2022

A DUARTE DE ALBURQUERQUE COELHO, CAPITÃO E GOVERNADOR DE PERNAMBUCO, NA NOVA LUSITÂNIA


Certo offício he desse nobilíssimo planeta, concerto e fermosura do mundo, levantar da terra as exalações humildes, de que despois em todas as regiões do ar custumão fazer-se impressões maravilhosas, que com a suspensão juntamente provocão a si os olhos de todos. Esta virtude tem seu rayo e por ella a vossa mercê bem compete a protecção da presente obra: pois ao sol semelhante pode levantar tanto este mínimo serviço que se lhe offerece, que não só mereça levar tras si a vista e admiração de todos, mas fique ainda muy superior às língoas dos envejosos e murmuradores, a danadas setas e cortadores golpes me reparey e cubri com as armas e escudo de vossa mercê, que são poderosos a defender-me de outros mayores riscos como costumados a bem differentes encontros, quando os valerosíssimos avôs de vossa mercê pella gloriosa exaltação da fé católica nas milagrosas conquistas da Índia, que inda hoje por elles sospira, obrarão tão soberanas façanhas, quantas o mundo todo conhece e a fama eterniza. Receba vossa mercé o pequenho serviço de quem deseja fazer-lhe outros aventajados: em tanto augmente nosso senhor a vida e estados de vossa mercê com as prosperidades que todos seus lhe desejamos. Lisboa, 20 de julho de 1612.

Manoel Pereira

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